CAPÍTULO XI Betty se dirigiu até as portas dos fundos da casa de verão, temendo o que viria a seguir. Viu que suas mãos tremiam ao virar a chave e abrir a porta, mas sabia o que tinha que fazer. E sabia que não conseguiria fugir. Não dessa vez . As lâmpadas já estavam apagadas, mas a luz da lua cheia foi suficiente para que atravessasse a varanda e descesse os degraus de madeira em segurança. Por um momento, olhou para o céu estrelado como havia olhado todas as outras centenas de noites que havia ido para o mesmo lugar, para atender as mesmas ligações do mesmo alguém. Resolveu lutar contra as lágrimas nos cantos de seus olhos, já que não podia controlar as batidas desconsoladas de seu peito. Assim, caminhou a passos lentos pela grama, como se detivesse poder sobre os últimos minutos de vida do seu relacionamento. Pois, enquanto não chegasse até a Árvore Solitária, não acabaria. Mas logo chegou. Sentou-se na cadeira-balanço de Judith e suspirou ao tentar relaxar as costas na alm...